sábado, 13 de junho de 2009

DOR NÃO APARECE EM EXAMES

LEIA O EBOOK REUMATISMOS NÃO EXISTEM

http://drluizclaudio.blogspot.com.br/2015/09/reumatismos-nao-existem-ebook.html

Um dos motivos de sofrimento para quem tem uma doença dolorosa crônica é a dificuldade dos outros de entender a dor que a pessoa sente.

Imagine alguém sofrendo um ataque do coração.
A pessoa põe a mão sobre o peito, mostra uma expressão de dor e de medo da morte iminente, curva-se e cai, incapaz de sustentar-se nas pernas que amolecem.
Alguém presenciando essa cena, vê um episódio de sofrimento intenso, mas não pode ver ou experimentar por si mesmo a dor que a pessoa tendo o ataque está passando. O que qualquer um pode ver é apenas o comportamento de quem está sentindo dor.

Essa incapacidade de alguém ver ou experimentar em si a dor que alguém está passando deveria ser óbvia, mas não é; por isso é difícil para as pessoas entenderem o que é a dor musculo-esquelética crônica.
Pessoas que sofrem de dor musculo-esquelética crônica exibem um comportamento doloroso diferente do que foi descrito acima.

Em geral, falam das dores usando os piores adjetivos, esforçando-se para convencer os outros de que a dor é forte, intensa e insuportável. Mas fazem isso sem exibir o comportamento doloroso que se vê em pessoas sofrendo uma lesão como o infarto do coração, por exemplo.
Isso não quer dizer que quem sofre de dor crônica não esteja sentindo dor, mas para quem não é médico e não entende o que é a dor crônica, a impressão que fica é de que a pessoa exagera o que sente ou até mesmo não sente o que diz sentir.
Por isso, as pessoas que sofrem de dor crônica reclamam com frequência de que os familiares não entendem o que elas estão passando.

Embora não produza um comportamento doloroso impressionante como o que se vê nas lesões agudas de qualquer órgão, a dor musculo-esquelética crônica é muitas vezes incapacitante.
As alterações comportamentais que produz são sutis, forçando a pessoa ao isolamento, à introspecção, à indolência, à tristeza, à depressão. Afetadas dessa maneira, as pessoas se tornam carentes, dependentes e anseiam por compreensão e esclarecimentos.
Qualquer um nesse estado é presa fácil para os praticantes da "medicina baseada em reumatismo".
Dizendo que "uma dor" é "um reumatismo", os praticantes da "medicina baseada em reumatismo" transformam o fenômeno físico "dor" no mito "reumatismo", apenas mudando as palavras.
Isso acontece porque, na população, os significados associados com "dor" e "reumatismo" são diferentes, embora relacionados.

Em geral, a dor é vista como um sintoma de alerta que precisa ter a causa descoberta e tratada para evitar maiores complicações.
Por outro lado, "reumatismo" é entendido pela população como uma doença que causa dor e deformidades, portanto a palavra serve como explicação para a causa da dor, mesmo quando cientificamente não explica nada.
Mas para quem está triste, deprimido e sofrendo com dor, a mudança nas palavras é suficiente para justificar tudo o que a pessoa vem passando.

Quem é envolvido nessa rede de picaretagem passa a acreditar que tem "reumatismo" e entra no ciclo de usar injeções de penicilina para tratar a dor e fazer exames para "ver a taxa do reumatismo no sangue", acreditando nessas mentiras como se fossem verdades científicas.
Lamentavelmente é sempre um profissional que possui formação universitária e que desfruta da autoridade que essa formação oferece quem convence as pessoas de que essa é a melhor maneira de lidar com o problema.

Mas dor não aparece em exames.
O que aparece nos exames são outras coisas e os resultados precisam sempre ser interpretados em relação ao que a pessoa sente e ao que apresenta no exame físico dos locais doloridos.
Assim, para quem sente dor no corpo todo há anos, por exemplo, um resultado de ASLO de 800 não é uma explicação científica para a causa dessa dor que se sente pelo corpo todo durante anos (leia PARA QUE SERVE O EXAME ASLO), mas para os praticantes da medicina baseada em reumatismo é o suficiente para dizer que a causa da dor é "reumatismo no sangue".
E para a pessoa emocionalmente carente e dependente que acredita em "reumatismo" é mais do que suficiente como explicação para a dor.
Mas é uma mentira.

Os que defendem o mito "reumatismo" e querem preservá-lo a todo custo estão também defendendo mentiras como essa.


Dor crônica
: Já há mitos envolvendo o adjetivo "crônica", que muitos entendem como doença grave e incurável. Dor "crônica" é apenas qualquer dor que tenha mais do que 3 meses de duração. Ou seja, o adjetivo "crônica" explica apenas a duração da dor e nada tem a ver com a gravidade ou a possibilidade de tratamento da doença que a causa. Muitas dores crônicas simplesmente desaparecem espontaneamente e outras podem desaparecer após tratamento. Crônica não significa incurável e também não é para sempre.

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