domingo, 7 de fevereiro de 2010

A CRENÇA NO MITO "REUMATISMO NO SANGUE"

LEIA O EBOOK REUMATISMOS NÃO EXISTEM

Contém o capítulo especial

ASLO, FEBRE REUMÁTICA E A INVENÇÃO

DO "REUMATISMO NO SANGUE" 

http://drluizclaudio.blogspot.com.br/2015/09/reumatismos-nao-existem-ebook.html

Um homem saiu a comprar...
E comprou um automóvel e um celular:
o celular menor que se via
e o maior carrão do mercado.

A lei social:
Quando a avaliação de um homem é
diretamente proporcional
ao tamanho do seu automóvel
e inversamente proporcional
ao do seu celular
a sociedade enfim atingiu
um ponto satisfatório
de desenvolvimento tecnológico.



O leitor Ruan postou o seguinte comentário ao artigo REUMATISMO NO SANGUE, PICARETAGEM E DEBOCHE:

Dr. se a maiorias dos médicos aqui do Brasil fala que e reumatismo no sangue então a maioria dos médicos brasileiros tinha que ser afastado de suas funções eu acredito que não possa ter tantos médicos ruins aqui no Brasil, e outra como o Brasil ainda existe com tantos médicos ruins desses que fala uma doença que nem exista.


Ruan:
A sua lógica está errada.
Em primeiro lugar, por maior que fosse o número de médicos ruins, o país ainda existiria, haja vista o número muito maior de políticos ruins que existiu e ainda existe. Se alguma profissão tem capacidade para acabar com um país é a política, não a medicina, e os políticos sempre estiveram em maior número. Além disso, a humanidade tem convivido com espertalhões, malandros, trambiqueiros, oportunistas e picaretas de todos os tipos e sobrevivido a isso.
Em segundo lugar, não sei se os profissionais que falam em “reumatismo no sangue” são ruins. A definição de profissional bom ou ruim é complexa.
Sei que alguns, sabendo que uma pessoa tem lupus eritematoso sistêmico, por exemplo (você pode por o nome de qualquer doença no lugar), dizem que ela tem “reumatismo no sangue” ou tem um “tipo de reumatismo no sangue”. Não concordo com afirmações assim porque a doença se chama lupus eritematoso sistêmico e não “reumatismo no sangue”, portanto o que a pessoa tem é lupus eritematoso sistêmico (ou qualquer outra doença que você queira por no lugar). Não é "reumatismo no sangue".
A diferença é sutil, mas é importante, porque outros profissionais, que não sabem identificar lupus eritematoso sistêmico, dizem às pessoas que elas têm “reumatismo no sangue” simplesmente porque não sabem o que a pessoa tem. Essa é a picaretagem do “reumatismo no sangue” e ela é indiretamente incentivada pelos profissionais anteriores que, sabendo o que a pessoa tem, usam a mesma explicação mitológica “reumatismo no sangue” em vez de dizerem simplesmente o nome da doença.

Se recorrer a explicações mitológicas é motivo para afastar algum médico de suas funções é algo que deve ser avaliado pelas entidades fiscalizadoras da profissão e pelos empregadores dos profissionais que agem dessa forma. Às pessoas interessadas cabe escolher se procuram esses profissionais ou não. Muitos procuram porque, apesar de ser um mito, preferem continuar acreditando em "reumatismo no sangue".
Mas a indignação que você demonstrou, apesar de contrária ao que digo, é sinal de que a minha mensagem ganha espaço.

Há 2 anos, você não encontraria opinião igual na internet. Hoje, como você viu, as pessoas já podem ler opiniões diferentes sobre “reumatismo” e “reumatismo no sangue”, podendo confrontar a mesmice anterior com as novas ideias que apresento.
A unanimidade anterior resultava da conivência das pessoas esclarecidas para com o oportunismo dos ignorantes e, para mim, era um insulto à inteligência e ao caráter. Nunca me seduziu.

Napoleão disse que “nada pode deter uma ideia cujo tempo chegou”. Bem, só o tempo dirá se a ideia que defendo crescerá a ponto de superar o mito.(Veja abaixo o comentário que corrige a autoria dessa afirmação).

Mas não escrevo para a geração atual. Escrevo para os jovens e para as gerações futuras, para que os que se depararem pela primeira vez com o mito e procurarem informações sobre ele encontrem esclarecimentos claros e objetivos, oferecendo-lhes a base para raciocinarem sobre os fatos e decidirem por si mesmos onde está a razão.

A geração atual e as antigas, impregnadas pelo mito, ao tomarem conhecimento da verdade, reagem como você reagiu.

Em "A República", o filósofo grego Platão, no século IV A.C., escreveu sobre a reação de pessoas iludidas quando tomam conhecimento de que o que acreditaram ser verdade é ilusão.
O trecho ficou conhecido como “O mito da caverna” e descrevia homens acorrentados em uma caverna de maneira que nunca vissem a luz do sol, vendo apenas sombras projetadas na parede e acreditando que as sombras eram a realidade porque eram a única coisa que conheciam (é um "mito" porque trata de coisas que não existem - é impossível a existência de seres humanos acorrentados em uma caverna da maneira como Platão descreveu. Mas esse é um exemplo de mito criado para educar, diferente do mito "reumatismo" que serve para enganar).
Ao libertar um dos prisioneiros e levá-lo a conhecer o mundo exterior, fazendo-o depois voltar para a caverna, para tentar convencer os prisioneiros de que as sombras que viam na parede não eram a realidade, Platão mostrou que a reação humana natural ao confronto de suas crenças é recusar-se a aceitar o pensamento novo (mais detalhes sobre o mito e uma explicação mais profunda do significado podem ser encontrados em http://culturareligare.wordpress.com/2007/07/27/o-mito-da-caverna-2/).

Dois mil e quinhentos anos depois de Platão, em que pese o desenvolvimento tecnológico que alcançamos, vemos que o pensamento de alguns ainda é como o dos prisioneiros da caverna.

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3 comentários:

Dr. Luiz Claudio da Silva disse...

Na verdade, a afirmação "nada pode deter uma ideia cujo tempo chegou" foi feita por Victor Hugo (http://en.wikiquote.org/wiki/Victor_Hugo).
Peço desculpas pela imprecisão.

monica disse...

Dr.há muito tempo venho pesquisando em varias fontes confiáveis ,verificando depoimentos de portadores de AR ,tratamentos a que foram submetidos ,êxito no controle dessa doença com as drogas convencionais .O que pude observar é o baixo índice de sucesso dos tratamentos no controle dessa doença e alto índice de efeitos colaterais dessas drogas convencionais . Dr. o que o senhor atribui a esses fatos ? o SR. não acha que a estratégia no controle dessa doença promovidos por essas drogas está errado é o bom senso que me diz isso gostaria de uma opinião sua DR. Mônica

Dr. Luiz Claudio da Silva disse...

Mônica:

Discordo das suas observações.
Na minha opinião, o tratamento da artrite reumatóide é eficaz na grande maioria dos casos e a doença pode ser atualmente controlada em mais de 80% dos casos.
Os efeitos colaterais do tratamento existem, mas geralmente ocorrem quando são usadas doses exageradas dos medicamentos (principalmente corticóides, que geralmente são usados em altas doses por médicos não especialistas) ou quando o controle do tratamento não é feito adequadamente.
Controlar o tratamento requer a repetição periódica de exames que monitorem os efeitos dos medicamentos - não a doença - e a maioria das pessoas que precisam pagar por uma consulta ou por exames de laboratório não aceitam bem o controle do tratamento pelos custos que envolve.
Atualmente, artrite reumatóide é uma doença controlável na maioria dos casos, mas o tratamento precisa ser mantido indefinidamente enquanto a doença persistir. Há necessidade de monitoramento frequente, tanto da doença quanto do tratamento e geralmente isso não é feito.
Para os poucos casos em que o tratamento atual é ineficaz, há grande número de pesquisas avaliando novos medicamentos e, nos últimos 15 anos, a cada ano surgem novas descobertas.
O bom senso é mau conselheiro - ele nos diz que a Terra é plana. É o conhecimento científico que nos diz que a Terra é redonda.