domingo, 16 de maio de 2010

UMA GUERRA DE PALAVRAS?

LEIA O EBOOK REUMATISMOS NÃO EXISTEM

http://drluizclaudio.blogspot.com.br/2015/09/reumatismos-nao-existem-ebook.html

Lutar com palavras
é a luta mais vã
Entanto lutamos
Mal rompe a manhã
(Carlos Drumond de Andrade)


Tradicionalmente, o uso da palavra “reumatismo” na comunicação com a população tem sido considerado inevitável pelas sociedades de especialistas e a palavra em si, insubstituível.
Por isso, segundo as sociedades, qualquer tentativa de mudança seria apenas uma tentativa fútil de mudar palavras, que geraria uma “guerra de palavras” sem sentido.
Ao considerar “reumatismo” insubstituível, as sociedades de especialistas estão na verdade escolhendo exaltar a tradição e, voluntariamente, optando por deixar de lado a linguagem científica, que transmite informações de maneira clara e a mais exata possível.
Além disso, o argumento ignora os efeitos que o uso de palavras sem significado científico exerce sobre a população quando tais palavras são usadas por especialistas para transmitir informação científica.
Ignora igualmente a maneira como as palavras sem significado científico são usadas por leigos e formados sem conhecimento especializado para justificar determinadas atitudes que esses profissionais adotam.
Em geral, leigos e formados sem conhecimento especializado usam a comunicação baseada em “reumatismo” para enganar o próximo, enquanto os especialistas que a utilizam fazem-no por acreditar que essa forma de comunicação facilita a transmissão de informações à população, o que não é verdadeiro, pois o recurso ao mito como explicação não transmite nenhuma informação, portanto não esclarece ninguém sobre coisa alguma.

Assim, imagine um especialista que:
- durante anos disse às pessoas que elas “tinham reumatismo”;
- durante anos disse às pessoas para fazerem exames para ver se “era reumatismo”;
- durante anos mandou as pessoas repetirem exames para ver "como estava o reumatismo";
- durante anos recomendou às pessoas para continuarem com o tratamento para “o reumatismo”;
- durante anos fez o que faz quem não é especialista, que repete palavras cujo significado desconhece...

Quando esse especialista ouve que “reumatismo” é um mito, que “reumatismo” não é um diagnóstico, o que é esperado que faça?

Será que terá coragem de dizer que “não é reumatismo” a quem já disse que era?
Terá coragem de dizer que é apenas “tal doença” (dizendo o nome da doença) e justamente porque é tal doença, não é “reumatismo”?
Terá coragem de dizer a quem já disse para fazer exames para ver "como estava o reumatismo” que não existem exames que mostrem “como está o reumatismo”, porque “reumatismo” não é uma doença, é apenas um mito popular?
Terá coragem de dizer a quem disse para fazer exames para “ver se é reumatismo” que não existem exames que mostrem que “é reumatismo” porque reumatismo não é uma doença, é apenas um mito popular e mitos não podem ser mostrados através de exames?
Terá humildade e coragem para reconhecer a inadequação da linguagem que lhe rendeu fama e sucesso?
Ou tentará defender obstinadamente o que sempre fez, continuando a dizer que “reumatismo existe sim”, usando o peso dos séculos em que tal afirmação vem sendo repetida e a autoridade das sociedades de especialistas que usam o mito como motivo de existência para tentar preservar como verdadeira tal afirmação sem sentido?

Tal é o dilema do reumatologista arcaico: Conviver com os avanços da ciência ao mesmo tempo em que tenta preservar a todo custo os mitos do passado, julgando erradamente que, se permitir que a luz incida sobre a escuridão da ignorância, levando à população o conhecimento que transforma e liberta, poderá perder a sua identidade.

Essa é a “guerra de palavras” que as autoridades acadêmicas não veem motivos para travar.

Embora as palavras estejam no centro da disputa, só luta por elas quem defende os mitos.
Os que lutamos com elas, usamo-las como armas, para acabar com os mitos.

Claramente, percebe-se que combater o mito “reumatismo” não é travar uma “guerra de palavras" e que há muitos outros interesses velados por trás desse argumento, o qual, por desestimular o debate que pode desmascará-lo, é apenas mais uma tentativa astuta de preservar o mito.

-->

Nenhum comentário: