domingo, 18 de julho de 2010

CRÔNICO NÃO É PARA SEMPRE

LEIA O EBOOK REUMATISMOS NÃO EXISTEM

http://drluizclaudio.blogspot.com.br/2015/09/reumatismos-nao-existem-ebook.html

Quando a maioria da população ouve falar em doença crônica, entende tal expressão como doença incurável. Na mesma linha de raciocínio, doença incurável é entendida como fatal e, por isso, a maioria das pessoas entende as “doenças crônicas” como “doenças fatais”. Mas tal raciocínio é falso.
Quando usado para caracterizar alguma doença, o adjetivo crônico significa apenas que a duração é maior do que 3 meses (ou 6, em alguns casos), ou seja, o adjetivo crônico caracteriza apenas o tempo e não a gravidade da doença.
Maior do que 3 meses pode significar 4 meses, 4 anos, ou 40 anos, não se sabe, mas não significa que é para sempre.
Maior do que 3 meses significa que uma doença crônica pode desaparecer depois de algum tempo; por outro lado, também significa que pode durar a vida toda.
Maior do que 3 meses significa que ninguém sabe - e não há como alguém saber - quanto tempo durará a doença crônica que está começando. Por isso, a atitude em relação à duração deve ser sempre consciente e otimista, pois é a única que produz efeitos positivos no comportamento que a pessoa adotará ao longo da existência da doença.

Quando alguém descobre que está com uma doença crônica, geralmente enfrenta um período de revolta e medo, por raciocinar com as concepções inadequadas de incurável, para sempre e fatal.
A descoberta de uma donça crônica deveria apenas servir como alerta para modificações importantes na vida pessoal.
Qualquer doença crônica exige cuidados, o que significa consultas médicas periódicas, realização periódica de exames e uso contínuo de medicamentos, mas mesmo assim é possível viver com uma doença crônica; na maioria das vezes, é possível até viver normalmente.

A descoberta de uma doença crônica geralmente expõe as crenças que as pessoas têm a respeito do assunto. Crenças sem fundamento geram preocupação e medo porque se baseiam no que se ouve sobre o assunto e não no conhecimento científico do assunto.

Todos compartilhamos de um sentimento irracional mas aconchegante de invulnerabilidade, acreditando intimamente que as doenças acontecem apenas para as outras pessoas. Isso nos dá segurança.
O início de uma doença crônica destrói o sentimento de invulnerabilidade e deixa em seu lugar apenas a fria consciência da vulnerabilidade e a insegurança que ela traz.

Revolta e desespero são normais no início, mas nada acrescentarão aos dias que virão após a descoberta da doença. Tais sentimentos precisam ser substituídos por atos racionais de aceitação e adaptação à nova vida com a doença crônica.

Para viver com uma doença crônica é preciso aceitar a sua existência, entender o seu mecanismo e saber quais são os cuidados necessários para enfrentá-la. Informação e esclarecimento são essenciais para o tratamento científico de qualquer doença crônica.
O tempo de convivência com a doença crônica é sempre indeterminado, mas o desespero que faz pensar que doença crônica é para sempre não ajuda ninguém. Em todas as especialidades médicas há relatos científicos de doenças crônicas que desapareceram após algum tempo e tais acontecimentos devem ser vistos como ensinamentos da natureza lembrando-nos de que não sabemos tudo e de que ainda há muito para ser conhecido.

A doença é um fenômeno natural.
Os fenômenos naturais nem sempre podem ser prevenidos e, quando ocorrem, produzem efeitos imediatos. Depois de uma inundação ou de um deslizamento de terra só podemos avaliar os prejuízos, aceitar as perdas e reparar os danos. Não podemos negar o evento, querer que não tenha acontecido – pensamentos assim são para os fracos; os fortes recomeçam após a tragédia e lutam incessantemente para refazer a vida.
É preciso ser forte para enfrentar a doença; é preciso ter coragem para aceitá-la; é preciso ser persistente para vencê-la. Conhecimento, tempo e esperança são as variáveis fundamentais para triunfar.
Quem tem uma doença crônica que causa dor musculo-esquelética e sabe sobre a doença apenas que “é reumatismo” ou “é um tipo de reumatismo”, não sabe que doença tem, não tem como conhecê-la, não tem como se preparar para enfrentá-la e estará sempre nas mãos de quem o ensinou a acreditar no mito “reumatismo”. Na verdade, muitas dessas pessoas não têm doença nenhuma (leia TRATANDO ASLO, TRATANDO FAN e TRATANDO FATOR REUMATÓIDE).

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