segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

QUANDO A DOENÇA É LEVADA A SÉRIO

LEIA O EBOOK REUMATISMOS NÃO EXISTEM

http://drluizclaudio.blogspot.com.br/2015/09/reumatismos-nao-existem-ebook.html

No último post, QUANDO A DOENÇA NÃO É LEVADA A SÉRIO, apresentei minhas objeções a um artigo publicado no Portal da Saúde, que transcrevo a seguir:

Dia Nacional de Luta contra o Reumatismo
Ministério da Saúde lembra a importância de se esclarecer sobre essa doença que afeta 6% da população no Brasil.
No próximo domingo (30) o Ministério da Saúde estará lançando campanha de esclarecimento sobre o reumatismo no Brasil. A doença, que afeta 6% da população brasileira, não faz distinção de sexo ou idade. Pode atingir tanto homens quanto mulheres de qualquer idade. Mas ao contrário de algumas doenças, que chegam silenciosas e sem alarde, o reumatismo é fácil de detectar e o paciente pode identificar em casa.
Os sintomas iniciais do reumatismo são dores nas articulações, principalmente quando for superior a seis semanas e estiver acompanhada de inchaço, calor ou dificuldade para movimentar as juntas, sobretudo ao acordar pela manhã. Se a doença for descoberta nesses primeiros sinais e tiver um tratamento adequado o paciente reumático pode levar uma vida normal, diminuindo assim os riscos da incapacidade física.
Os tratamentos, garantidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), para o cuidado e o manejo das doenças reumáticas incluem tratamentos diversos (com a utilização de práticas integrativas e complementares, exercícios, terapia física, entre outros) e farmacológico (com o uso de medicamentos). Por isso é fundamental a combinação da ação da atenção básica com outros especialistas da SUS.
Em alguns países, como a França, 34% dos pacientes com menos de 60 anos diagnosticados com artrite reumatóide (tipo mais comum da doença) tiveram aposentadoria precoce. No Brasil as doenças reumáticas constituem a segunda causa de gastos em benefícios de auxílio-saúde concedidos à população (dados 2008).
Mulheres – Apesar de afetar homens e mulheres, jovens e idosos, o público com maior prevalência da doença são as mulheres entre 30 e 40 anos. Elas chegam a ter reumatismo duas vezes mais que os homens. Por esse motivo elas devem ficar atentas a alguns fatores de risco, como idade avançada, obesidade, tabagismo, consumo de bebidas alcoólicas em excesso e ingestão de fármacos que podem contribuir para o surgimento da doença.
Atento para os danos causados pelas doenças reumáticas o Ministério da Saúde alerta, nesse dia 30 de outubro, para a importância em realizar atividades que reduzam os riscos dessas enfermidades. Para isso vale a prática regular de atividades físicas, que se realizadas de maneira correta, ajudam a prevenir a doença.

Para não ser acusado de criticar apenas por criticar, sem mostrar alternativas para a solução do problema, apresento a seguir como deveria ser, no meu entendimento, uma campanha honesta, de base científica, voltada para a realidade da nossa população.


DIA NACIONAL DE LUTA CONTRA O "REUMATISMO"

Para lembrar as pessoas da importância de conhecer esse mito que assombra a população brasileira.

O Ministério da Saúde está lançando uma campanha de esclarecimento a respeito do "reumatismo" no Brasil.
"Reumatismo" não é uma doença, é um mito popular que assombra a população sem distinção de sexo, idade e nível cultural. É preciso acreditar em “reumatismo” para poder ser assombrado por esse mito.
A maneira mais fácil de uma pessoa reconhecer que acredita no mito "reumatismo" é refletir se, ao sentir qualquer sintoma no corpo, pensa: "É reumatismo?"
A formulação dessa pergunta, mesmo mentalmente, revela imediatamente a crença no mito, pois só pergunta se "é reumatismo?” quem acredita em “reumatismo”.
A pergunta "é reumatismo?" também revela a preocupação da vítima de estar sofrendo os efeitos do mito pois quem acredita no mito "reumatismo" atribui a ele as piores consequências.
Os sintomas que podem desencadear a pergunta "é reumatismo" são incontáveis e de qualquer espécie, como queda de cabelos, dor de cabeça, secura nos olhos, perda da visão, surdez, barulho nos ouvidos, secura na boca, perda do paladar, perda do apetite, paralisia no rosto, dificuldade para engolir, caroços no pescoço, dor na nuca, dor no pescoço, manchas no rosto, fraqueza nos braços, dor no peito, falta de ar, palpitações, tremores, dor nos braços, má digestão, enjoos, diarreia, constipação, problemas menstruais, infertilidade, cólicas menstruais, TPM, dor para urinar, urinar muito, urinar pouco, disfunção erétil, infertilidade, dor nas costas, dor nas pernas, fraqueza nas pernas, manchas em qualquer parte do corpo, caroços em qualquer parte do corpo, problemas nas unhas, febre, nervosismo, ansiedade, insônia, depressão, sofrimento de qualquer espécie, obesidade, magreza, falta de apetite, excesso de apetite, dor nas articulações, inchaço nas articulações e dificuldade de movimentar alguma parte do corpo, etc.
A lista apresentada não pretende ser completa pois o que motiva alguém a perguntar se "é reumatismo" é a crença que tem e quem acredita em "reumatismo" pode acreditar que o mito causa qualquer sintoma.
Se o mito for identificado ao primeiro sinal da crença, ou seja, ao surgir a dúvida representada pela pergunta "é reumatismo?", a vítima pode lutar contra ele, eliminando-o do pensamento.
Ao eliminar o mito do pensamento, a pessoa pode concentrar-se no sintoma que apresenta, perguntando a si mesmo: "Qual médico devo consultar para saber a causa desse sintoma?" - sabendo que "reumatismo" não é a causa de nenhum sintoma porque "reumatismo" não é uma doença, é apenas um mito popular.
Através desse processo, a pessoa consciente saberá que queda de cabelos deve ser consultada primeiramente com um dermatologista, secura nos olhos primeiramente com um oftalmologista, surdez primeiramente com um otorrinolaringologista, dor de cabeça primeiramente com um neurologista, palpitações primeiramente com um cardiologista, tosse primeiramente com um pneumologista, obesidade primeiramente com um endocrinologista, TPM primeiramente com um ginecologista, dificuldade para urinar primeiramente com um urologista, nervosismo primeiramente com um psiquiatra, etc.
Entretanto, se juntamente com um, com vários ou com todos os sintomas imagináveis houver dor nas articulações, nos ossos, nos músculos ou na coluna, ou se os únicos sintomas forem dor nas articulações, nos ossos, nos músculos ou na coluna, o primeiro médico a ser consultado é o reumatologista que, ao contrário do que o nome sugere, nada tem a ver com o mito "reumatismo" (apenas os nomes são parecidos), pois reumatologista é o especialista nas doenças que causam dor nas articulações, nos ossos, nos músculos e na coluna.
Essas doenças, além da dor nas articulações, nos ossos, nos músculos e na coluna, podem causar todos os sintomas apresentados anteriormente e também outros, em qualquer órgão e em qualquer parte do corpo. Isso não significa que todas as doenças que causam dor nas articulações, nos ossos, nos músculos e na coluna causem todos os sintomas apresentados, mas algumas podem causar, dependendo de qual doença for e, se a doença real não for identificada, os sintomas nunca serão entendidos e o tratamento correto não será feito.
Um risco que as pessoas correm, ao consultar primeiramente outros profissionais por causa de dores nas articulações, nos ossos, nos músculos ou na coluna é receberem a afirmação "é reumatismo" como explicacão para as dores que sentem.
Os profissionais que explicam as doenças através da afirmação "é reumatismo" mostram que acreditam no mito e são as mentalidades mais difíceis de mudar na luta contra o "reumatismo".
As pessoas que lutaram contra o mito "reumatismo" e eliminaram a pergunta "é reumatismo?" de suas mentes, se forem atingidas pela afirmação "é reumatismo", feita por um profissional que ainda acredita no mito, poderão novamente ser vítimas da crença contra a qual lutaram.
Um exemplo das dificuldades que surgem por causa da crença no mito "reumatismo" é a doença artrite reumatóide que, por apresentar a palavra reumatóide no nome, é sempre confundida pelos leigos com o mito "reumatismo". Para não fazer confusão, é preciso lembrar que artrite reumatóide é uma doença e que "reumatismo" é um mito, portanto artrite reumatóide não é "reumatismo".
Apesar disso, muitos profissionais despreparados, ao atenderem alguém com artrite reumatóide, que se queixa de dor nas articulações, inchaço nos locais doloridos e dificuldade de movimentar as articulações inchadas, conseguem apenas dizer "é reumatismo" e começam o tratamento da maneira como acreditam que se deva "tratar" o "reumatismo" (geralmente usando algum esquema de injeções de penicilina, que não servem para o tratamento de artrite reumatóide), acarretando perda de tempo para o início do tratamento eficaz.
Da mesma maneira como as pessoas leigas que acreditam em “reumatismo” explicam qualquer sintoma através do mito, os profissionais que acreditam no mito usam os tratamentos que consideram eficazes contra o que acreditam, mesmo sem reconhecer qual é a doença que está presente e sem usar o tratamento mais eficaz contra ela.
Por isso, para que os recursos existentes no SUS sejam melhor aproveitados, é fundamental que o primeiro atendimento à queixa de dor nas articulações, nos ossos, nos músculos ou na coluna seja feito por médicos-reumatologistas, que poderão orientar as pessoas sobre a prevenção das dores quando nenhuma doença estiver presente e, quando fizerem o diagnóstico de alguma doença, poderão começar imediatamente o tratamento mais eficaz contra ela.

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2 comentários:

Neide de lima disse...

Bom dia doutor acabei de pegar meus exames e a proteina c reativa deu 27 mm o normal seria de inferior a 5. Estou com muito medo tenho dores nos pes tendinite e mal circulacao nas pernas(varizes) tenho 33 anos ah e tbem no dia que fiz tava gripada .. Mas to com medo de ser alguma doença cardiaca pois meu pai morreu de morte subita me ajude a esclarecer bjusss e fica com DEUS .

Dr. Luiz Claudio da Silva disse...

Lamento, Neide, mas não posso esclarecer o seu exame pois a interpretação do resultado da proteína C reativa depende da história e principalmente do exame físico. Sugiro que consulte um reumatologista.